terça-feira, 12 de maio de 2009

Desapaixonar.

Buraco negro, sem luz, sem nada. Engolindo tudo, o imo e um pedaço considerável do estômago, talvez do fígado. Não sentia absolutamente nada, e mesmo com a anestesia geral que o não sentir causava a lágrima era expelida sem a menor força, sem lábios trepidantes. A dor era interna, aquela que se esconde entre os dois pulmões e causa arritmia, parada de súbito.A alma se encontrava a pelo menos três metros de distância, esperando o colapso acabar e olhos encontrarem o foco novamente. Era uma morte de minuto, todo mundo sente. A morte de minuto foi causada pela epifania que o desapaixonar causa. O sofrer por amor era inútil quando este, de fato, não existia mais, mas o sofrer estava lá pela memória do amor que um dia existiu. O luto sagrado de um coração vazio.

5 comentários:

  1. Eu me recuso a aceitar que tenha sido tu que escreveu isso. Não foi, né? Eu estou ignorando algum poeta famoso, certo? Só posso. Achei demais. Me diz quem o autor, AE. Vai. Aprenda a dividir.

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  2. fui eu sim. hahaha, não é pra tanto

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  3. aaah,mas tá muito bom isso
    bem forte e paixonante

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