Depois de fechar os dois cadeados e as duas portas eu percebi que o que fora prometido há dois anos atrás noutra noite chuvosa como aquela acabou acontecendo sem que nos déssemos conta. A diferença é que agora tínhamos um carro, antes era só uma sombrinha para três pessoas. O comprimento dos cabelos eram diferentes, talvez os sonhos e desejos fossem diferentes também. Prometemos ver a outra aventura na esquina da maçonaria.
O filme não era ruim, os atores eram bons, mas como toda adapação sentimos falta de cenas e falas. Lembrávamos pouco da história e tivemos boas surpresas.
No filme que é a vida, percebi que eu não era mais tão pequeno e ingênuo, percebi que os dois não estavam mais juntos e que nunca mais seria a mesma coisa. Era uma adaptação mal feita com os mesmos atores, uma parte dois necessária - por causa da promessa -, mas que não me agradava totalmente por não corresponder às minhas expectativas. Expectativas um tanto infantís, mas bem palpáveis agora.
Quem sabe um dia num remake milionário as coisas aconteçam como deveriam acontecer. Afinal, o amor não tem pressa e pode esperar, como diria Chico na trilha sonora dos dois.
Eu assistirei da primeira fila, mesmo eu que fique com dor no pescoço.
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